domingo, 25 de novembro de 2012

CORA CORALINA

Cora Coralina, pseudônimo de Ana Lins dos Guimarães Peixoto Bretas, nasceu na Cidade de Goiás, em 20 de agosto de 1889, foi uma poetisa e contista brasileira. Mulher simples, doceira de profissão, tendo vivido longe dos grandes centros urbanos, alheia a modismos literários, produziu uma obra poética rica em motivos do cotidiano do interior brasileiro, em particular dos becos e ruas históricas de Goiás.
Filha de Francisco de Paula Lins dos Guimarães Peixoto, desembargador nomeado por D. Pedro II, e de Jacinta Luísa do Couto Brandão, Ana nasceu e foi criada às margens do rio Vermelho, em casa comprada por sua família no século XIX, quando seu avô ainda era uma criança. Estima-se que essa casa foi construída em meados do século XVIII, tendo sido uma das primeiras edificações da antiga Vila Boa de Goiá.
Em 1903 já escrevia poemas sobre seu cotidiano, tendo criado, juntamente com duas amigas, apesar da pouca escolaridade, uma vez que cursou somente as primeiras quatro séries, com Mestra Silvina. Em 1908, o jornal de poemas femininos "A Rosa". Em 1910, seu primeiro conto, "Tragédia na Roça", é publicado no "Anuário Histórico e Geográfico do Estado de Goiás", já com o pseudônimo de Cora Coralina.
Casou-se em 1910 com o advogado Cantídio Tolentino Bretas, com quem se mudou, no ano seguinte, para o interior de São Paulo. Viveria no estado de São Paulo por quarenta e cinco anos, inicialmente nas cidades de Avaré e Jaboticabal - onde nascem seus seis filhos: Paraguaçu, Enéias, Cantídio, Jacintha, Ísis e Vicência - e depois na cidade de São Paulo, para onde se mudou em 1924. Ao chegar à capital, teve que permanecer algumas semanas trancada num hotel em frente à Estação da Luz, já que os revolucionários de 1924 haviam parado a cidade. Em 1930, presenciou a chegada de Getúlio Vargas à esquina da rua Direita com a praça do Patriarca. Um de seus filhos participou da Revolução Constitucionalista de 1932.
Com a morte do marido, passou a vender livros da editora José Olimpio que, em 1965, lança seu primeiro livro, "O Poema dos Becos de Goiás e Estórias Mais". Em 1976, é lançado "Meu Livro de Cordel", pela editora Cultura Goiana. Posteriormente mudou-se para Penápolis, no interior do estado, onde passou a produzir e vender lingüiça caseira e banha de porco. Mudou-se em seguida para Andradina, até que, em 1956, retornou para Goiás.
Ao completar cinquenta anos de idade, a poetisa relata ter passado por uma profunda transformação interior, a qual definiria mais tarde como "a perda do medo". Nesta fase, deixou de atender pelo nome de batismo e assumiu o pseudônimo que escolhera para si muitos anos atrás. Em 1984, torna-se a primeira mulher a receber o Prêmio Juca Pato, como intelectual do ano de 1983.
Durante esses anos, Cora não deixou de escrever poemas relacionados com a sua história pessoal, com a cidade em que nascera e com ambiente em que fora criada. Ela chegou ainda a gravar um LP declamando algumas de suas poesias. Lançado pela gravadora Paulinas COMEP, o disco ainda pode ser encontrado hoje em formato CD. Viveu 96 anos, teve seis filhos, quinze netos e 19 bisnetos, foi doceira e membro efetivo de diversas entidades culturais, tendo recebido o título de doutora "Honoris Causa" pela Universidade Federal de Goiás. No dia 10 de abril de 1985, falece em Goiânia. Seu corpo é velado na Igreja do Rosário, ao lado da Casa Velha da Ponte. "Estórias da Casa Velha da Ponte" é lançado pela Global Editora. Postumamente, foram lançados os livros infantis "Os Meninos Verdes", em 1986, e "A Moeda de Ouro que um Pato Comeu", em 1997, e "O Tesouro da Casa Velha da Ponte", em 1989.A sua casa na Cidade de Goiás foi transformada num museu em homenagem à sua história de vida e produção literária.

Obras

  • Poesia

Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais, 1965
Meu livro de cordel, 1976
Vintém de cobre: meias confissões de Aninha, 1983

  • Infantil

Meninos Verdes, 1986
O Tesouro da Casa Velha, 1989
A Moeda de Ouro que o Pato Engoliu, 1997

  • Contos e Crônicas

Estórias da Casa Velha da Ponte, 1985

  • Biografia

Cora Coragem Cora Poesia (escrita por sua filha Vicência Bretas Than), 2002 

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

Porquês



por Ariadne Mégara






Olá, pessoal.  Nas nossas próximas semanas, vamos aprender a forma e grafia de algumas palavras e expressões da língua portuguesa.  Hoje estudaremos as regras dos “por quês”. Qual usar e quando usar são as dúvidas mais frequentes. 

Então vamos lá...
1.      Por que: é a sequência de uma preposição (por) e um pronome (que). Equivale a “por qual razão”, “por qual motivo”.
Exemplo: Não sei por que você acha isso.
Observação: caso surja no final de uma frase, imediatamente antes de um ponto (final, de interrogação, de exclamação) ou de reticências, a sequência deve ser grafada por quê, pois, devido à posição na frase, o monossílabo que passa a ser tônico.
Exemplo: - Ainda não terminou? Por quê?
2.      Por quê: é a junção da preposição por com o substantivo quê, que só é usado em final de frase. Aliás, sempre que a palavra "que" for usada em final de frase deverá ser acentuada, independentemente do elemento que surja antes.
Exemplo: — Você não me telefonou ontem por quê?


3.      Porque: conjunção equivalente a pois, já que, uma vez que, como.
Exemplo: Sei que há algo errado porque ninguém apareceu até agora.
Observação: Porque também pode indicar finalidade, equivalendo a para que, a fim de. Trata-se de um uso pouco frequente na língua atual.
Exemplo: Não julgues porque não te julguem.
4.      Porquê: essa forma representa um substantivo. Significa “causa”, “razão”, “motivo” e normalmente surge acompanhada de palavra determinante (artigo, por exemplo):
Exemplo: Dê-me ao menos um porquê da sua atitude.
Qualquer dúvida é só entrar em contato.
Entra em contato com a gente: palavrafemininaar@hotmail.com

Abraços e até a próxima.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Concordância Nominal



por Ariadne Mégara

 

Olá, pessoas!!! Hoje voltaremos todas as nossas atenções para a chamada Concordância Nominal, que não é nada mais, nada menos que a harmonia de adjetivos, pronomes, artigos e numerais em gênero e número com os substantivos a que se referem.
REGRA GERAL: O artigo, o adjetivo, o numeral e o pronome, concordam em gênero e número com o substantivo.
Exemplo: A pequena criança é uma gracinha.
Mas, temos, assim como na concordância verbal, alguns casos especiais. São eles:


       A.    Um adjetivo após vários substantivos

1 – Substantivos de mesmo gênero: adjetivo vai para o plural ou concorda com o substantivo mais próximo.
Exemplos: Irmão e primo recém-chegado estiveram aqui.
                Irmão e primo recém-chegados estiveram aqui.

2 – Substantivos de gêneros diferentes: vai para o plural masculino ou concorda com o substantivo mais próximo.
Exemplos: Ela tem pai e mãe louros.
               Ela tem pai e mãe loura.

3 – Adjetivo funciona como predicativo: vai obrigatoriamente para o plural.
Exemplos: O homem e o menino estavam perdidos.
               O homem e sua esposa estiveram hospedados aqui.

B.     Um adjetivo anteposto a vários substantivos

1 – Adjetivo anteposto normalmente: concorda com o mais próximo.
Exemplos: Comi delicioso almoço e sobremesa.
               Provei deliciosa fruta e suco.

2 – Adjetivo anteposto funcionando como predicativo: concorda com o mais próximo ou vai para o plural.
Exemplo: Estavam feridos o pai e os filhos.
              Estava ferido o pai e os filhos.
 
         C.    Um substantivo e mais de um adjetivo

1- antecede todos os adjetivos com um artigo.
Exemplo: Falava fluentemente a língua inglesa e a espanhola.

2- coloca o substantivo no plural.
Exemplo: Falava fluentemente as línguas inglesa e espanhola.
 
        D.     Pronomes de tratamento: sempre concordam com a 3ª pessoa.
Exemplo: Vossa santidade esteve no Brasil.




E.      Anexo, incluso, próprio, obrigado: concordam com o substantivo a que se referem.
Exemplos: As cartas estão anexas.
               A bebida está inclusa.
              Precisamos de nomes próprios.
             Obrigado, disse o rapaz.

F.      Um(a) e outro(a), num(a) e noutro(a): após essas expressões o substantivo fica sempre no singular e o adjetivo no plural.
Exemplo: Renato advogou um e outro caso fáceis.

    G.     É bom, é necessário, é proibido: essas expressões não variam se o sujeito não vier precedido de artigo ou outro determinante.
Exemplos: Canja é bom. / A canja é boa.
               É necessário sua presença. / É necessária a sua presença.
              É proibido entrada de pessoas não autorizadas. / A entrada é proibida.





H.     Muito, pouco, caro

1- Como adjetivos: seguem a regra geral.
Exemplo: Comi muitas frutas durante a viagem.
              Pouco arroz é suficiente para mim.
             Os sapatos estavam caros.

2- Como advérbios: são invariáveis.
Comi muito durante a viagem.
Pouco lutei, por isso perdi a batalha.

Comprei caro os sapatos.
  
       I.        Mesmo, bastante

1- Como advérbios: invariáveis
Exemplos: Preciso mesmo da sua ajuda.
               Fiquei bastante contente com a proposta de emprego.

2- Como pronomes: seguem a regra geral.
Exemplos: Seus argumentos foram bastantes para me convencer.
                Os mesmos argumentos que eu usei, você copiou.



J.        Menos, alerta: em todas as ocasiões são invariáveis.
Exemplos: Preciso de menos comida para perder peso.
               Estamos alerta para com suas chamadas.


    K.    Tal Qual: “tal” concorda com o antecedente, “qual” concorda com o conseqüente.
Exemplos: As garotas são vaidosas tais qual a tia.
               Os pais vieram fantasiados tais quais os filhos.



L.     Possível: quando vem acompanhado de “mais”, “menos”, “melhor” ou “pior”, acompanha o artigo que precede as expressões.
Exemplos: A mais possível das alternativas é a que você expôs.
               Os melhores cargos possíveis estão neste setor da empresa.
              As piores situações possíveis são encontradas nas favelas da cidade.

      M.    Meio

1- Como advérbio: invariável.
Exemplo: Estou meio insegura.

2- Como numeral: segue a regra geral.
Exemplo: Comi meia laranja pela manhã.



N.   

1- apenas, somente (advérbio): invariável.
Exemplo: Só consegui comprar uma passagem.

2- sozinho (adjetivo): variável.
Exemplo: Estiveram sós durante horas.

 Qualquer dúvida é só entrar em contato.
Entra em contato com a gente: palavrafemininaar@hotmail.com

Abraços e até a próxima.